Em missão política e empresarial na China o empresário Lucas Mourão tem conhecido de perto algumas das mais avançadas soluções tecnológicas em desenvolvimento no mundo, com foco em inteligência artificial, mobilidade urbana, logística e operações portuárias. A experiência, segundo ele, reforça a importância de gestores públicos e empresários estarem atentos às transformações que já moldam o futuro das cidades.
Para Mourão, a velocidade das mudanças tecnológicas exige visão de longo prazo, especialmente no Brasil, onde a implantação de projetos costuma ser mais lenta.
“Esta visita à China é extremamente importante porque, no Brasil, tudo é muito moroso, tanto no setor público quanto no privado. O empresário e o político precisam estar à frente do seu tempo, porque, quando o projeto for colocado em prática, ele já pode estar defasado. Por isso, é preciso estar sempre pensando no futuro”, afirmou.
Um dos destaques da agenda foi a visita à UiSee, empresa especializada em inteligência artificial aplicada à mobilidade. A companhia desenvolve veículos autônomos para diferentes finalidades, incluindo carros, ônibus, caminhões, máquinas industriais e equipamentos voltados às operações em portos e aeroportos.
“Visitamos uma empresa de inteligência artificial focada em mobilidade, que produz veículos autônomos para diversas aplicações, todos em pleno funcionamento. Tive a oportunidade de experimentar um carro e um ônibus sem motorista e me senti muito seguro”, relatou.
A experiência serviu para reforçar sua visão sobre o conceito de cidades inteligentes, que, segundo ele, já deixou de ser uma ideia futurista para se tornar uma necessidade concreta de gestão.
“Cidades inteligentes não são sobre o futuro. São sobre criar soluções inteligentes para a mobilidade, a logística e a segurança, buscando cada vez mais eficiência urbana”, destacou.
Mourão também ressaltou que a inteligência artificial já produz resultados práticos na administração pública brasileira. Como exemplo, citou a integração do sistema de monitoramento de Praia Grande ao programa Muralha Paulista, ampliando significativamente a capacidade de vigilância por reconhecimento facial.
“A inteligência artificial já impacta diretamente a nossa vida. Praia Grande ampliou o sistema de monitoramento por meio do Muralha Paulista e mais que dobrou o número de câmeras com reconhecimento facial. O resultado é muito bom: somente entre março e agosto do ano passado, 39 procurados pela Justiça foram capturados com o auxílio dessa tecnologia”, afirmou.
Ao final da visita, o empresário avaliou que a principal lição da viagem é a necessidade de atualização constante diante das rápidas transformações tecnológicas e econômicas.
“Vivendo toda esta nova experiência aqui na China, pude perceber que estar atualizado, no mundo de hoje, não é mais um diferencial, mas uma necessidade. Quem fica parado está andando para trás. Precisamos estar constantemente atualizados sobre tudo o que acontece ao nosso redor para melhorar a nossa vida e o nosso dia a dia”, concluiu.

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