“Mãe Coruja”: Fundo Social entrega enxovais produzidos no Conviver a pacientes de pré-natal

Seleção prioriza gestantes em situação de vulnerabilidade social assíduas nas consultas

Grávida de nove meses de seu terceiro filho, a gestante Laura Inês Donda, de 29 anos, conta que se sentiu surpresa ao saber que estava entre as pacientes de pré-natal da Usafa Santa Marina beneficiadas com o “Mãe Coruja”, um projeto do Fundo Social de Solidariedade de Praia Grande que une criatividade, amor ao próximo e saúde. Por meio dele, grávidas e puérperas em situação de vulnerabilidade social que fazem o acompanhamento nas Unidades de Saúde da Família (Usafas) recebem peças de enxoval produzidas por voluntárias em oficinas de crochê, tricô e costura do Conviver Boqueirão, doadas pelo Fundo Social em parceria com as secretarias de Assistência Social (Seas) e Saúde Pública (Sesap).

A entrega foi realizada na manhã de terça-feira (23), pela presidente do Fundo Social, a primeira-dama do Município Maria del Carmen Padin Mourão, a Maruca, e pelo secretário de Saúde, José Isaías Costa Lima, a vinte gestantes e puérperas da Usafa Santa Marina. Em clima de descontração, com bolos e salgados, o evento contou com a participação das voluntárias que confeccionaram as peças.

De acordo com Maruca, o projeto “Mãe Coruja” teve início em 2019 junto às Usafas, mas teve de ser interrompido em razão da pandemia de Covid, embora as peças continuassem sendo produzidas pelas voluntárias do Conviver Boqueirão e doadas pelo Fundo Social por intermédio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). A retomada, nos moldes da parceria com a Sesap, aconteceu este ano. “Esta é a segunda entrega que fazemos nas Usafas”, cita, informando que no próximo mês, além da contribuição das voluntárias, o Fundo Social também vai adquirir peças para compor os enxovais. Em maio, a unidade beneficiada foi a Usafa Ribeirópolis.

Acompanhada pelas artesãs, Maruca congratulou as gestantes e frisou: “Tudo que está aqui foi escolhido e confeccionado com muito respeito e amor por essas ‘avós coruja’ do Conviver, que estão tendo a satisfação de entregar a vocês esses mimos”.

Auxílio – Nos kits embalados para presente com fitas de cetim, as pacientes selecionadas por critérios socioeconômicos receberam conjuntos, sapatinhos, casaquinhos, mantas e macacões feitos em tricô para recém-nascidos, além de outros produtos, como fraldas descartáveis, fraldas de tecido, toalhas de banho e produtos de higiene infantil, junto com uma sacola estilizada do projeto. A gestante Laura Donda ficou muito feliz com a ajuda inesperada. “Tomei um susto quando recebi a mensagem. Foi uma surpresa e ajuda bastante, ainda mais com o frio.”

A seleção para a aquisição do kit considera a assiduidade nas consultas de pré-natal e prioriza a situação de vulnerabilidade social dentre pacientes que estão no terceiro trimestre de gestação ou puérperas, como explica a enfermeira Thaís Pontes. O diretor da unidade, Fernando Oliveira, observa que a ação é importante para aproximar as pacientes da Usafa, já que, além do pré-natal, o atendimento segue após o nascimento do bebê. Ao fazer o acompanhamento da gravidez ao parto, a equipe encaminha gestantes de alto risco para serviço específico, quando há necessidade.

Grávida de oito meses do primeiro filho, Gabriele Nascimento de Silva Santos, de 18 anos, elogiou a iniciativa. “Achei ótima a ideia”, opinou. “Qualquer ajuda é bem-vinda, mesmo que seja o básico. Espero que continue para auxiliar outras mães.” Sara Victória da Cruz Souza, de 22 anos, mãe de um filho de três anos e no oitavo mês de gestação do segundo, também gostou muito do presente: “Com certeza, vai me ajudar bastante”.

Durante a entrega, o secretário de Saúde destacou que o pré-natal é fundamental para garantir a saúde materno-infantil e informou sobre o atendimento na rede pública de saúde do Município, anunciando investimentos na área. Para ele, a integração entre os setores de assistência social e serviços de saúde potencializa a intersetorialidade e agrega valor à iniciativa. “Além da ajuda, há essa aproximação e a redução de agravos, promovendo o amor e o bem.”

Ao tecer as peças doadas, a voluntária Wanda Santos Lima, de 89 anos, que é bisavó, pensava nos bebês que as receberiam. “Achei essa entrega maravilhosa, incentiva a gente a fazer”, declarou. Também voluntária, Maria Helena Bigatto, 70 anos, disse ser gratificante a participação no projeto: “É uma delícia, um amor que transborda”.

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