Brasil registra mais de 700 mil novos casos de câncer por ano: mama e próstata lideram incidência

Tumores são os mais identificados entre o público feminino e masculino, atrás apenas do câncer de pele; especialista da Imuno Santos esclarece que doenças têm prevenção

No decorrer da vida, a população está suscetível a diversas enfermidades. Entre diagnósticos de menor e maior complexidade, a medicina comprova que os bons e maus hábitos geram consequências à saúde. Uma das mais temidas é o câncer, que pode acometer qualquer parte do corpo, independentemente da idade. Somente no Brasil, cerca de 704 mil  novos casos são diagnosticados anualmente, revela o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Em conscientização ao Dia Mundial do Câncer, comemorado hoje (4 de fevereiro), a oncologista Ticila Melo, da Imuno Santos, orienta sobre os principais sinais de alerta, tratamentos e medidas preventivas.

“Com o avanço da ciência e da tecnologia, mais de 200 tipos de câncer já foram mapeados. Os tumores nada mais são que células saudáveis do DNA que sofreram mutações e passam a se multiplicar de forma descontrolada. Esse processo, chamado de carcinogênese, passa em três estágios: iniciação, promoção e progressão”, explica a médica.

O montante é distribuído em cinco grupos: carcinomas, sarcomas, leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central. O câncer de pele lidera como o mais frequente entre os pacientes de todos os sexos. Depois dele, os tumores de mama e de próstata, que superam a marca de 70 mil casos anuais cada no triênio de 2023 a 2025, são os principais entre homens e mulheres.

Câncer não tem idade

Embora alguns tipos da doença estejam associados a perfis específicos, fatores de risco e predisposição genética, a faixa etária não é determinante para coibir o diagnóstico. Isso porque, tem crescido o número de casos “raros”, seja pela idade precoce ou a ausência de práticas que corroboram para a situação clínica.

Um exemplo recente ocorreu em janeiro, quando Bruna Furlan, de  24 anos, neta do humorista e apresentador Carlos Alberto de Nóbrega, anunciou o diagnóstico de um carcinoma mamário invasivo com metástase. Segundo a oncologista, o caso  é considerado atípico pela idade e o estágio avançado. “O câncer de mama geralmente afeta mulheres acima de 40 anos, mas não é uma regra, o que reforça que estar atento às anormalidades é fundamental. O nosso corpo fala”, destaca Ticila Melo.

Diagnóstico

O tempo é crucial para a cura do câncer e o aumento da sobrevida dos pacientes. Por isso, a realização de consultas e exames periódicos, além de atenção redobrada aos sintomas persistentes são cruciais para o diagnóstico precoce.

Tratamento

O tratamento varia conforme o tipo de doença e as condições clínicas do paciente. Entre as principais intervenções estão cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia-alvo, hormonioterapia e transplante de medula óssea.

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