Com até 60% mais chances de cura, imunoterapia se destaca no combate ao câncer de pele

Oncologista da Imuno Santos explica como o tratamento funciona e quais os benefícios em relação a outros métodos

Com o avanço da ciência, o próprio corpo humano aliado à tecnologia já é capaz de eliminar o câncer por meio  da imunoterapia. O tratamento revolucionário tem o sistema imunológico como principal agente de defesa das células doentes e diminui expressivamente os efeitos colaterais. Na Baixada Santista, a Imuno Santos é uma clínica especializada no atendimento de pacientes oncológicos que precisam da técnica.

A oncologista Ticila Melo faz parte do quadro de especialistas e explica como o procedimento funciona. “As intervenções acontecem por meio da administração de medicações de diversas formas, como infusões intravenosas, subcutâneas e intravesicais”, pontua.

O tipo de tumor, seu estágio e as condições clínicas do paciente são fatores fundamentais para definir  o uso da imunoterapia, que basicamente “ensina” o sistema imunológico a reconhecer o tumor como inimigo e destruí-lo. Diferentemente  da quimioterapia e radioterapia, que são recursos tão efetivos quanto, mas atuam inclusive nas células saudáveis, o que pode causar efeitos colaterais  como queda de cabelo, perda de apetite, náusea, vômito e diarreia.

A especialista destaca que os resultados variam de acordo com o organismo dos pacientes. “No diagnóstico de câncer o melhor desfecho é a cura da doença. Ainda que nenhum tratamento seja iniciado com a garantia de remissão total do quadro, este tem bons índices de resultados, aumentando a sobrevida”, conclui Ticila Melo.

Câncer de pele: 60% de cura com imunoterapia

De acordo com o cientista americano Jim Allison, vencedor do  prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2018, ao lado de  Tasuku Honjo, graças a imunoterapia, as chances de cura dos cânceres de melanoma (tumores de pele mais agressivos) chegam a 60%. Ele ressalta que antes de 2011 a doença era essencialmente incurável sem o recurso. Além disso, os resultados têm progredido para os cânceres de rim, bexiga e pulmão.

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