Com 5% a 10% de chances de sobrevida devido ao grande número de casos descobertos em estágio avançado, o câncer de pâncreas causou a morte precoce de mais uma figura pública no último domingo (11). Desta vez, a vítima foi a atriz Tininha Medeiros (48 anos), redobrando o alerta sobre a doença apontada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) como uma das mais agressivas e responsável pelo acometimento de cerca de 10,9 mil pessoas a cada ano do triênio de 2023 a 2025.
A oncologista da Imuno Santos, Ticila Melo, explica que uma das principais implicações para o diagnóstico tardio é que o pâncreas encontra-se em local de difícil acesso e os sintomas são considerados genéricos. “Os pacientes chegam ao consultório com queixas comuns como dores abdominais e nas costas, náuseas, perda de peso, fadiga, pele amarelada, fezes e urina com coloração clara e escura, diabetes descompensada e outros indícios”, destaca a especialista.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e o Globocan 2022 (base de dados da Organização Mundial de Saúde) revelam, ainda, que embora o câncer de pâncreas seja o 11° mais incidente entre as mulheres, ele é o 7° tumor mais letal entre a população feminina. A doença também tem maior incidência a partir dos 55 anos independente do sexo, e é considerada o rara antes dos 40 anos de idade.
O processo de investigação do quadro requer exames de imagem, como a tomografia computadorizada, ultrassonografia endoscópica e principalmente a ressonância magnética. “Quando descoberto ainda no início, há chances reais de cura e aumento de até 40% da taxa de sobrevida em cinco anos. No entanto, quando identificado tardiamente, esse índice cai bruscamente, devido ao tamanho da lesão e à complexibilidade de remoção ”, esclarece a médica.

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