Petrobras registra prejuízo de R$ 48 bi no primeiro trimestre do ano

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 48,523 bilhões no primeiro trimestre de 2020. O dado foi divulgado pela companhia em seu site dirigido a investidores. As receitas de vendas atingiram R$ 75,469 bilhões. A pandemia de covid-19 foi um dos fatores que ajudaram a piorar os resultados da companhia.

A receita líquida se reduziu 7,7% no primeiro trimestre de 2020, em comparação ao quarto trimestre de 2019 devido à queda do petróleo tipo Brent, o mais valorizado, e ao menor volume de venda de derivados no mercado interno, com destaque para diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV.)

“Estes produtos foram os mais afetados pelos impactos das medidas de isolamento social implementadas devido à covid-19 a partir do mês de março. O diesel, a gasolina e o GLP [gás de cozinha] também sofrem efeitos sazonais no período, já que o quarto trimestre apresenta maior atividade industrial e temperaturas menores. As receitas com gás natural cairam 13% devido à queda na demanda e no preço”, informou a companhia.

Em comunicado aos investidores, o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, destacou os efeitos danosos à economia causados pela pandemia de covid-19, que acabaram atingindo fortemente o mercado de petróleo mundial.

“A pandemia global ameaça nossas vidas e nossa subsistência. A principal medida de saúde pública acabou tendo como consequência uma recessão global, sincronizada e profunda, na ausência do conhecimento de opções mais eficazes. A indústria global de petróleo e gás foi duramente atingida e se vê diante de sua pior crise dos últimos 100 anos”, escreveu Castello Branco.

Segundo o presidente da estatal, para enfrentar a crise, foi privilegiada a liquidez, sacando linhas de crédito compromissadas e postergando desembolsos de caixa, como os relativos a salários de executivos, pagamentos de remuneração variável e da parcela restante de dividendos.

“Cortamos US$ 3,5 bilhões de investimentos previstos para este ano, hibernamos 62 plataformas operando em águas rasas que, diante de um cenário de preços baixos de petróleo, passaram a produzir sangria de caixa, e estamos renegociando contratos com grandes fornecedores visando à ampliação de prazos de pagamentos e redução de preços. Terminamos o primeiro trimestre de 2020 com saldo de caixa de US$ 15,5 bilhões, o que implicou em aumento de dívida de apenas US$ 2,1 bilhões em relação a dezembro de 2019”, detalhou o presidente.

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